22 de fevereiro de 2017

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Cuidados com o beijo no Carnaval. Por: Dr. Antônio Verrastro Neto.

O Dr. Antônio Verrastro Neto, Mestre em periodontia e professor especialista em implantodontia, alerta sobre os cuidados com os beijos em excesso. Uma boa dica é estabelecer uma alimentação rica em fibras, frutas, grãos e hidratar a boca com água o tempo todo.
Orienta-se não beijar diversas bocas desconhecidas no Carnaval porque essas aventuras podem esconder grandes problemas e doenças como: herpes, sífilis e, até, mononucleose, conhecida como "a doença do beijo".

Veja o quais são e como identificar cada uma delas:

Herpes labial
Os vírus podem ser passados mesmo que não exista uma lesão labial, apenas pelo contato com outra boca infectada. E uma vez infectado, você conviverá para sempre com essa doença, que pode se manifestar nos lábios com baixa imunidade.

Sífilis
A sífilis geralmente é transmitida por relação sexual, mas pode ocorrer durante o beijo, onde aparecem feridas na boca. Ideal ficar atento quando aparecer algum tipo de lesão.

Cárie
Por incrível que pareça, a cárie pode passar de uma boca para outra durante o beijo. Para previnir, manter uma higiene bucal em dia, evita que micro-organismos se encontrem em ambientes como a boca.

Mononucleose
Conhecida como "doença do beijo", ela é causada pelo vírus Epstein-Barr, que causa aumento dos gânglios do pescoço, indisposição, alterações no fígado e no baço. Os sintomas costumam demorar de 30 a 45 dias para aparecer.

Meningite
Quando mais pessoas você beija, maior as chances de contrair essa doença, segundo estudos do "British Medical Journal". A transmissão é feita pela saliva.

Gripe suína
Infelizmente a gripe suína não foi erradicada. Ainda pode haver contaminação em troca de secreções, espirro ou até mesmo pelo beijo. Se sentir dor no corpo e febre, procure um médico.

O mais importante é ter a consciência de que o carnaval é um período curto de curtição. Hoje em dia, as doenças não tem mais cara, então e difícil ver quem tem algum problema, ou não. É importante sempre se prevenir e escolher bem com quem se relacionar. Esse simples fato (difícil para essa época), pode garantir a saúde e não ter perturbações quando a folia acabar.
Publicado no Diário de São Paulo 20/02/2017 Por: Roberto Rodrigues

Dr. Antônio Verrastro Neto
Cirurgião dentista especialista em Implantologia e Mestre em Periodontia - FOUNIP